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Igor
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segunda-feira, 31 de março de 2008
Entrevista: ARTO LINDSAY
por Hermano Vianna
texto integral da entrevista publicada na revista Qualis, número 12, 1993
texto integral da entrevista publicada na revista Qualis, número 12, 1993
H - Em 1985, na época do lancamento do primeiro disco dos Ambitious Lovers, Envy, você disse
para o jornal inglês New Musical Express que "existe algo errado quando o QI de sua platéia excede em muito o QI médio da cidade onde você está tocando". Hoje, oito anos depois, como você avalia o QI de seu público?
A - Eu acho que - infelizmente - o QI do meu público é mais alto ainda. (Risos) Mas como ando
produzindo discos de gente famosa, eu fico famoso por ser amigo das pessoas famosas. Isso de um
lado é ridículo, mas de outro é bacana porque eu reconheco que um dos meus fortes é a
colaboração. A criação individual é uma ideia muito poderosa e todo o sistema do mercado é
voltado para o indivíduo. Mas a criação em grupo traz muitas novidades, é necessária, o mundo
precisa dela.
H - Os Ambitious Lovers sinalizavam para uma mudança em sua carreira, da arte "de confronto" da
época da banda DNA, cuja música foi rotulada como "noise" ou barulho, para uma atitude mais pop.
Por que você quis fazer isso? E por que você ainda nao é um ídolo de massas?
A - Eu quis mexer com a massa. Sempre gostei de música pop. Mas não sei se tive bastante vontade
de ser um ídolo de massa. Queria trazer o confronto pra dentro desse meio. Você pode ver que eu
acabei fazendo uma coisa bem pop. Uma geração nova acabou fazendo algo parecido com a minha
musica antiga, do DNA, transformada em pop. Mas a semelhanca só vai até certo ponto. O Nirvana,
por exemplo, é um Beatles vestido de zoeira. O que a gente fazia era bem mais sofisticado do que
isso. A técnica era mais primitiva mas a ambição artística era muito maior.
H - Mas existia a possibilidade de voce fazer o que o Sonic Youth fez, de domesticar o noise,
transformando-o em algo mais pop. Porque você optou por outro caminho?
A - Eu fiz aquilo e passei para outra coisa. Eu preferi, em vez de domesticar aquela coisa crua,
deixar tudo como estava. Fica em disco, fica como influência.
H - Mas a sua escolha tinha a ver com o Brasil. Com uma tradição da música brasileira que privilegia
harmonias sofisticadas...
A - É verdade. Quando acabei o DNA, peguei os discos do Noel Rosa, Cartola, e fiquei cantando
aquilo sozinho em casa. Foi assim que comecei a cantar melodias. É uma coisa engraçada. A
ambição das pessoas que amam sua arte não é ser O Artista, como parece de fora. Na verdade você
quer ser um dos artistas, você quer participar de alguma coisa. No caso da música noise, tão
importante quanto o punk foi a “performance art” primitiva, Vito Accunci, Chris Burden, coisas bem
extremas. Também estavamos descobrindo, cada um por si, Dada, Artaud, William Burroughs, que
eram coisas que você tinha que ir atrás, nao se aprendia no colégio. Eu nunca tinha ouvido nada
parecido com o que eu faço, mas sabia que aquilo tinha que existir, alguma coisa como uma guitarra
free jazz.
H - Mas como é que um garoto como você, criado em Garanhuns, no interior de Pernambuco,
conseguiu se enturmar com que existia de mais extremo ou "de confronto" na arte de Nova York?
A - A formaçã0o brasileira me deu várias coisas. Eu sabia que a cultura era uma coisa mutável.
Aprendi que os hábitos e as maneiras das pessoas são coisas arbitrárias. Desde menino eu sempre
vivi em mundos diferentes, isso me deu muita liberdade mental. Eu me sentia tão em casa aqui como
lá. Eu não me sinto estrangeiro em lugar nenhum e me sinto estrangeiro em todos os lugares. Mas
não é uma coisa romântica. Sempre foi assim.
H - Eu li recentemente algumas declarações de escritores com Carlos Fuentes e Mário Vargas Llosa
falando que essa situação da America Latina, de estar entre varias culturas e de ser mestiça, é o
futuro do mundo. Você acha que o seu modo de vida é também o futuro?
A - Claro que eu acho (risos). Sei que alguns amigos vão ficar horrorizados ao ler isso.
H - O mundo vai ser melhor assim?
A - Bem melhor. Não sei, a questão é interessante, mas agora a gente só pode ser superficial ao
tratar dela. Eu acho que o mundo caminha para essa mestiçagem, com certeza. A gente não entende ainda que formas isso vai tomar. E tem o outro lado: se você olha para a história, aquilo que você vê
como original também é produto da mestiçagem. Por exemplo, olhando para cultura japonesa parece
que aquilo é uma coisa sólida, um objeto. Mas o Japão misturou influências coreanas, chinesas. Nada
é original. Quando ficar todo mundo se comunicando, esse processo só vai se acelerar.
tratar dela. Eu acho que o mundo caminha para essa mestiçagem, com certeza. A gente não entende ainda que formas isso vai tomar. E tem o outro lado: se você olha para a história, aquilo que você vê
como original também é produto da mestiçagem. Por exemplo, olhando para cultura japonesa parece
que aquilo é uma coisa sólida, um objeto. Mas o Japão misturou influências coreanas, chinesas. Nada
é original. Quando ficar todo mundo se comunicando, esse processo só vai se acelerar.
H - Nessa situacao existe a possibilidade de escolher entre dois caminhos. Você já falou que esses
são dois métodos usados em suas composições: um seria a fusão, o mestiço, o outro seria a colagem, colocar coisas diferentes uma do lado da outra. Qual é o metodo mais interessante?
são dois métodos usados em suas composições: um seria a fusão, o mestiço, o outro seria a colagem, colocar coisas diferentes uma do lado da outra. Qual é o metodo mais interessante?
A - Hoje em dia eu acho a colagem mais interessante. Uma palavra melhor é justaposição. A
justaposição é mais interessante que a superposição. Talvez por ser o caminho menos explorado. É
mais difícil. O John Zorn tenta fazer essa coisa, mas fica ainda sem sentido. Ele se justifica, como eu
me justifico, falando do espaco entre um elemento e outro como sendo o que é interessante. O nãoexpresso, o não-explicitado é o que vale. Quando eu coloco dois termos juntos eu não vejo um
terceiro termo que seja a síntese, mas eu vejo uma multiplicidade de possíveis relações. Amigos,
inimigos, masculino, feminino, um é resultado do outro, todas as possíveis relações entre os
elementos. Conseguir direcionar um pouquinho isso, é o que realmente me excita.
justaposição é mais interessante que a superposição. Talvez por ser o caminho menos explorado. É
mais difícil. O John Zorn tenta fazer essa coisa, mas fica ainda sem sentido. Ele se justifica, como eu
me justifico, falando do espaco entre um elemento e outro como sendo o que é interessante. O nãoexpresso, o não-explicitado é o que vale. Quando eu coloco dois termos juntos eu não vejo um
terceiro termo que seja a síntese, mas eu vejo uma multiplicidade de possíveis relações. Amigos,
inimigos, masculino, feminino, um é resultado do outro, todas as possíveis relações entre os
elementos. Conseguir direcionar um pouquinho isso, é o que realmente me excita.
H - O que é que voce acha que artistas como Caetano e Gal esperam de você ao lhe chamar para
produzir um disco?
produzir um disco?
A - Eu não sei. Eu já achei várias coisas. Acho que eu sou um bom produtor. Eu sei dar ao artista
aquilo que ele precisa para fazer melhor aquilo que pode fazer. Eu sei estruturar a situação para ele.
Eu sei lhe dar as ferramentas. Eu tenho também uma visão de fora do seu trabalho. Talvez seja isso,
não tenho idéia.
aquilo que ele precisa para fazer melhor aquilo que pode fazer. Eu sei estruturar a situação para ele.
Eu sei lhe dar as ferramentas. Eu tenho também uma visão de fora do seu trabalho. Talvez seja isso,
não tenho idéia.
H - Mas a personalidade do produtor não deve interferir no trabalho?
A - Tem que interferir. Por exemplo: a pessoa quer fazer alguma coisa; se você se opor a ela, ela tem que ter certeza que quer aquilo, tem que procurar as razões. Mas é claro que também quero algumas
coisas e não posso deixar de querer. Isso faz parte. No dia a dia do trabalho, eu não posso deixar de
ser uma pessoa com desejos e opiniões. Tenho muitos. Mas também eu quero que a pessoa me
surpreenda, eu quero que ela me faça gostar ainda mais da sua música.
coisas e não posso deixar de querer. Isso faz parte. No dia a dia do trabalho, eu não posso deixar de
ser uma pessoa com desejos e opiniões. Tenho muitos. Mas também eu quero que a pessoa me
surpreenda, eu quero que ela me faça gostar ainda mais da sua música.
H - Ao lado do trabalho de produtor, você tem desenvolvido uma relação cada vez mais intensa com
o teatro, participando de peças de Heiner Muller na Alemanha ou fazendo a trilha do novo
espetáculo de Gerald Thomas no Brasil. Como isso começou?
A - Eu vi pouquíssimo teatro na minha vida. Mas antes de montar o DNA eu me interessei muito
pelo teatro do Richard Foreman em Nova York. Na faculdade, onde eu aprendi mais foi participando
de um grupo de teatro, que fazia coisas bem abstratas, como uma peça sem nenhum gesto humano.
Minha música acabou ficando bem teatral.
H - Você também compõe para trilhas sonoras para grupos de dança. O último trabalho foi para
Amanda Miller, coreógrafa do Balé de Frankfurt. Como surgiu a idéia dessa colaboração?
A - O trabalho foi encomendado pelo balé Gulbenkian, que é português, e a Amanda me sugeriu
fazer uma trilha com muito texto baseada em Fernando Pessoa. Eu gravei a música usando
basicamente três baterias. Foi muito legal. Os bateristas nunca tocam juntos. Os caras deliraram no
estúdio tocando uns com os outros. Eu dei idéias e regi. Deixei eles tocarem e depois editei o que foi
gravado.
H - Você sempre teve muitos amigos artistas plásticos, como Jean Michel Basquiat e Julian
Schnabel. Você vê alguma possibilidade de uma colaboração entre música e artes plásticas?
o teatro, participando de peças de Heiner Muller na Alemanha ou fazendo a trilha do novo
espetáculo de Gerald Thomas no Brasil. Como isso começou?
A - Eu vi pouquíssimo teatro na minha vida. Mas antes de montar o DNA eu me interessei muito
pelo teatro do Richard Foreman em Nova York. Na faculdade, onde eu aprendi mais foi participando
de um grupo de teatro, que fazia coisas bem abstratas, como uma peça sem nenhum gesto humano.
Minha música acabou ficando bem teatral.
H - Você também compõe para trilhas sonoras para grupos de dança. O último trabalho foi para
Amanda Miller, coreógrafa do Balé de Frankfurt. Como surgiu a idéia dessa colaboração?
A - O trabalho foi encomendado pelo balé Gulbenkian, que é português, e a Amanda me sugeriu
fazer uma trilha com muito texto baseada em Fernando Pessoa. Eu gravei a música usando
basicamente três baterias. Foi muito legal. Os bateristas nunca tocam juntos. Os caras deliraram no
estúdio tocando uns com os outros. Eu dei idéias e regi. Deixei eles tocarem e depois editei o que foi
gravado.
H - Você sempre teve muitos amigos artistas plásticos, como Jean Michel Basquiat e Julian
Schnabel. Você vê alguma possibilidade de uma colaboração entre música e artes plásticas?
A - Claro. Eu vou fazer agora um trabalho com Richard Prince, que depois daquelas apropriações de
fotografias de publicidade tem feito quadros com piadas escritas. Ele quer fazer um disco de piadas,
e eu vou fazer a parte musical.
fotografias de publicidade tem feito quadros com piadas escritas. Ele quer fazer um disco de piadas,
e eu vou fazer a parte musical.
H - Todos esses seus interesses ecléticos estavam representados na seleção que você fez para o
Festival de Munique do ano passado. Qual era mesmo a sua escalação?
A - O pessoal de Munique convidou alguns compositores para fazer a programacao de cada dia:
Philip Glass, John Zorn, Ornette Coleman, John Cale and myself. Eu levei Roland Topor, que é um
cineasta e cartunista francês. Chamei um grupo da Sérvia, só de sopros. O Vito Accunci mandou
uma fita e slides. Convidei Babes in Toyland, que é uma banda neo-punk, três meninas, genial, tudo
o que eu gosto. Convidei Amanda Miller que dançou entre Babes in Toyland e minha banda, com
Marisa Monte como convidada especial. E no final da noite ainda tinha os DJs e os travestis do
Jackie Sixty, meu clube noturno preferido de Nova York.
Festival de Munique do ano passado. Qual era mesmo a sua escalação?
A - O pessoal de Munique convidou alguns compositores para fazer a programacao de cada dia:
Philip Glass, John Zorn, Ornette Coleman, John Cale and myself. Eu levei Roland Topor, que é um
cineasta e cartunista francês. Chamei um grupo da Sérvia, só de sopros. O Vito Accunci mandou
uma fita e slides. Convidei Babes in Toyland, que é uma banda neo-punk, três meninas, genial, tudo
o que eu gosto. Convidei Amanda Miller que dançou entre Babes in Toyland e minha banda, com
Marisa Monte como convidada especial. E no final da noite ainda tinha os DJs e os travestis do
Jackie Sixty, meu clube noturno preferido de Nova York.
H - Pra terminar: qual é a principal diferença entre os Estados Unidos e o Brasil?
A - Lá, água de coco é enlatada.
H - E a semelhança?
A - A cultura dos dois países é a mistura do africano com o europeu. Todo mundo está começando a
valorizar isso agora. Eu detesto quando as pessoas dizem que aqui no Brasil nada funciona. Sempre
achando que lá é melhor. A gente precisa ver as possibilidades únicas daqui. Sempre dei a maior
força para fazer com que os americanos vejam que o Brasil é um pais moderno, que faz parte do
mundo atual. Eu luto lá fora contra a visão exótica do Brasil. Sempre falo de Hélio Oiticica, Nelson
Rodrigues e Caetano Veloso como sendo grandes artistas, comparáveis a qualquer um no mundo
inteiro, que deveriam fazer parte do diálogo internacional, que têm coisas inovadoras, importantes
para oferecer para todo mundo.
valorizar isso agora. Eu detesto quando as pessoas dizem que aqui no Brasil nada funciona. Sempre
achando que lá é melhor. A gente precisa ver as possibilidades únicas daqui. Sempre dei a maior
força para fazer com que os americanos vejam que o Brasil é um pais moderno, que faz parte do
mundo atual. Eu luto lá fora contra a visão exótica do Brasil. Sempre falo de Hélio Oiticica, Nelson
Rodrigues e Caetano Veloso como sendo grandes artistas, comparáveis a qualquer um no mundo
inteiro, que deveriam fazer parte do diálogo internacional, que têm coisas inovadoras, importantes
para oferecer para todo mundo.
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Igor
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domingo, 30 de março de 2008
Culture industry is a term coined by Theodor Adorno (1903-1969) and Max Horkheimer (1895-1973), who argued that popular culture is akin to a factory producing standardized cultural goods to manipulate the masses into passivity; the easy pleasures available through consumption of popular culture make people docile and content, no matter how difficult their economic circumstances. Adorno and Horkheimer saw this mass-produced culture as a danger to the more difficult high arts. Culture industries may cultivate false needs; that is, needs created and satisfied by capitalism. True needs, in contrast, are freedom, creativity, or genuine happiness.
The Frankfurt School
Adorno and Horkheimer were key members of the Frankfurt School. They were much influenced by the dialectical materialism and historical materialism of Karl Marx, as well the revisitation of the dialectical idealism of Hegel, in both of which where events are studied not in isolation but as part of the process of change. As a group later joined by Jurgen Habermas, they were responsible for the formulation of Critical Theory. In works such as Dialectic of Enlightenment and Negative Dialectics, Adorno and Horkheimer theorised that the phenomenon of mass culture has a political implication, namely that all the many forms of popular culture are a single culture industry whose purpose is to ensure the continued obedience of the masses to market interests. In The Dialectic of Enlightenment (1947), they postulated a modern form of bread and circuses — the method used by the rulers of Ancient Rome to maintain their power and control over the people. This new “iron system” filled leisure time with amusements to distract the consumers from the boredom of their increasingly automated work; they were never left alone long enough to recognise the reality of their exploitation and to consider resisting the economic and social system. This pessimistic view of prevailing culture as an anti-enlightenment opiate for the masses draws strongly on Marxism for its condemnation of what is characterised as being continuing capitalist oppression.
The Theory
Although Western culture used to be divided into national markets and then into highbrow, middlebrow and lowbrow, the modern view of mass culture is that there is a single marketplace in which the best or most popular works succeed. This recognises that the consolidation of media companies has centralised power in the hands of the few remaining multinational corporations now controlling production and distribution. The theory proposes that culture not only mirrors society, but also takes an important role in shaping society through the processes of standardisation and commodification, creating objects rather than subjects. The culture industry claims to serve the consumers' needs for entertainment, but conceals the way that it standardises these needs, manipulating the consumers to desire what it produces. The outcome is that mass production feeds a mass market that minimizes the identity and tastes of the individual consumers who are as interchangeable as the products they consume. The rationale of the theory is to promote the emancipation of the consumer from the tyranny of the producers by inducing the consumer to question beliefs and ideologies. Adorno claimed that enlightenment would bring pluralism and demystification. Unfortunately, society is said to have suffered another fall, corrupted by capitalist industry with exploitative motives.
Elements
Anything made by a person is a materialisation of their labour and an expression of their intentions. There will also be a use value: the benefit to the consumer will be derived from its utility. The exchange value will reflect its utility and the conditions of the market: the prices paid by the television broadcaster or at the box office. Yet, the modern soap operas with their interchangeable plots and formulaic narrative conventions reflect standardised production techniques and the falling value of a mass produced cultural product. Only rarely is a film released that makes a more positive impression on the general discourse and achieves a higher exchange value, e.g. Patton (1970) starring George C. Scott as the eponymous American general, was released at a time of considerable anti-war sentiment. The opening shot is of Patton in front of an American flag making an impassioned speech. This was a form of dialectic in which the audience could identify with the patriotism either sincerely (the thesis) or ironically (the antithesis) and so set the tone of the interpretation for the remainder of the film. However, the film is manipulating specific historical events, not only as entertainment, but also as a form of propaganda by demonstrating a link between success in strategic resource management situations and specified leadership qualities. Given that the subtext was instrumental and not "value free", ethical and philosophical considerations arise.
Normally, only high art criticises the world outside its boundaries, but access to this form of communication is limited to the elite classes where the risks of introducing social instability are slight. A film like Patton is popular art which intends controversy in a world of social order and unity which, according to Adorno, is regressing into a cultural blandness. To Hegel, order is good a priori, i.e. it does not have to answer to those living under it. But, if order is disturbed? In Negative Dialectics, Adorno believed this tended towards progress by stimulating the possibility of class conflict. Marx's theory of Historical Materialism was teleological, i.e. society follows through a dialectic of unfolding stages from ancient modes of production to feudalism to capitalism to a future communism. But Adorno felt that the culture industry would never permit a sufficient core of challenging material to emerge on to the market that might disturb the status quo and stimulate the final communist state to emerge.
Observations
Critics of the theory say that the products of mass culture would not be popular if people did not enjoy them, and that culture is self-determining in its administration. This would deny Adorno contemporary political significance, arguing that politics in a prosperous society is more concerned with action than with thought. Wiggershaus (1994) notes that the young generation of critical theorists largely ignore Adorno's work which, in part, stems from Adorno’s inability to draw practical conclusions from his theories. Adorno is also accused of a lack of consistency in his claims to be implementing Marxism. Whereas he accepted the classical Marxist analysis of society showing how one class exercises domination over another, he deviated from Marx in his failure to use dialectic as a method to propose ways to change. Marx's dialectical method depended on the willingness of the working class to overthrow the ruling class, but Adorno and Horkheimer postulated that the culture industry has undermined the revolutionary movement. Adorno's idea that the mass of the people are only objects of the culture industry is linked to his feeling that the time when the working class could be the tool of overthrowing capitalism is over. Other critics note that "High culture" too is not exempt from a role in the justification of capitalism. The establishment and reinforcement of elitism is seen by these critics as a key element of the rôle of Opera, ballet, etc.
However, despite these problems, the concept has influenced intellectual discourse on popular culture, popular culture studies, and Cultural Institutions Studies.
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maria teodora
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Portishead
Nylon Smile
'd like to laugh at what you said
but I just can't find a smile
I wonder why you can't
I struggle with myself
hoping I might change a little
hoping that I might be someone I wanna be
looking out I want to know someone might care
looking out I want a reason to be there
cause I don't know what I've done to deserve you
and I don't know what I'll do without you
looking out I want to know some way might clear
looking out I want a reason to repair
cause I don't know what I've done to deserve you
and I don't know what I'll do without you
I can't see nothing good
and nothing is so bad
I never had a chance
to explain exactly what I meant
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maria teodora
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sábado, 29 de março de 2008
Trabalho de Comunicação Visual
Tema do trabalho: Evento
Dupla, mesmo grupo.
20 pontos, para dia 19/04
1) Definição
Qual evento?
Lançamento de um projeto cultural: CINECLUBE MÓVEL para convidados
Qual público?
Mídia-artistas; Realizadores; Professores Universitários/Representante das Universidades; Representantes de ONGs; Pesquisadores.
Onde?
Oi Futuro
Conceito?
Arte flexível como um elástico, pensar a comunicação visual trabalhando as idéias de mobilidade, velocidade e cotidiano. O CINECLUBE MÓVEL é um projeto de exibição de vídeos de celular que busca, além de um panorama na produção audiovisual através das mídias móveis, discussões e reflexões sobre a imagem e suas articulações na contemporaneidade.
2) Escolher 3 peças:
Arte flexível como um elástico, pensar a comunicação visual trabalhando as idéias de mobilidade, velocidade e cotidiano. O CINECLUBE MÓVEL é um projeto de exibição de vídeos de celular que busca, além de um panorama na produção audiovisual através das mídias móveis, discussões e reflexões sobre a imagem e suas articulações na contemporaneidade.
2) Escolher 3 peças:
Identidade
Convite e Banner Virtual para WEB
Sinalização
Banner com armação metálica
Promoção
Presskit de lançamento do projeto para os patrocinadores e envolvidos no evento (um box com um brinde - pensar um brinde conceitual, folder e convite)
3) Desenvolver o design das peças
Sinalização
Banner com armação metálica
Promoção
Presskit de lançamento do projeto para os patrocinadores e envolvidos no evento (um box com um brinde - pensar um brinde conceitual, folder e convite)
3) Desenvolver o design das peças
* Próxima aula: trazer elementos e idéias para começar a layoutar as peças.
Dulpa:
Igor
igoraataides@gmail.com
8889-7707
Iwens
iwens@hotmail.com
9341-4073
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Igor
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quinta-feira, 27 de março de 2008
"...Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver"
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Igor
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14:43:00
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Oi Cabeça apresenta Não Macule Minha Faca | hoje
A performance intermídia photomaton & vox, de não macule minha faca, propõe um processo compositivo a partir de poemas de Herberto Helder. Ao evocar no título da apresentação um dos mais emblemáticos livros de HH, o coletivo afirma seu alinhamento a uma atividade poética em constante decomposição, recomposição e desvio dos meios costumeiros e literais de percepção do mundo e da linguagem. Dentro dessa proposta, tecnologias high e low, ligadas a outros sistemas semióticos, constroem um universo emaranhado de paisagens.
Herberto Helder nasceu no Funchal, Ilha da Madeira, e é um dos maiores poetas contemporâneos. Participou da vanguarda portuguesa dos anos 1950, com o grupo do Café do Gelo - entre outros, Mário Cesariny e Hélder Macedo. Atualmente vive no anonimato e sua obra poética completa, incessantemente revista por ele, está agrupada no volume Ou o poema contínuo, publicado no Brasil pela editora Girafa.
não macule minha faca é um coletivo intermídia formado por julius, Letícia Féres e Frederico Pessoa. Os três artistas se apresentaram pela primeira vez em homenagem à poeta Hilda Hilst, no projeto Terças Poéticas, no Palácio das Artes, em agosto de 2007. No dia 27 de março o coletivo se apresentará às 19h no evento Oi Cabeça, no Multiespaço do Oi Futuro, anexo ao Museu das Telecomunicações. Depois da performance haverá bate-papo.
Sobre o evento ( www.overmundo.com.br
www.naomaculeminhafaca.org ( Oi Futuro
Herberto Helder nasceu no Funchal, Ilha da Madeira, e é um dos maiores poetas contemporâneos. Participou da vanguarda portuguesa dos anos 1950, com o grupo do Café do Gelo - entre outros, Mário Cesariny e Hélder Macedo. Atualmente vive no anonimato e sua obra poética completa, incessantemente revista por ele, está agrupada no volume Ou o poema contínuo, publicado no Brasil pela editora Girafa.
não macule minha faca é um coletivo intermídia formado por julius, Letícia Féres e Frederico Pessoa. Os três artistas se apresentaram pela primeira vez em homenagem à poeta Hilda Hilst, no projeto Terças Poéticas, no Palácio das Artes, em agosto de 2007. No dia 27 de março o coletivo se apresentará às 19h no evento Oi Cabeça, no Multiespaço do Oi Futuro, anexo ao Museu das Telecomunicações. Depois da performance haverá bate-papo.
Sobre o evento ( www.overmundo.com.br
www.naomaculeminhafaca.org ( Oi Futuro
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Igor
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send a letter to your best friend
Malu Teodoro
Rua João Ramalho, 324/21
Bairro Perdizes
CEP 05008-001
São Paulo-SP
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Igor
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De onde se ergueu a maravilhosa arte mística,
de pintar as palavras, e falar aos olhos?
Pois nós, ao aprendermos a traçar linhas mágicas,
podemos dar corpo e cor ao pensamento?
McLuhan
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maria teodora
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quarta-feira, 26 de março de 2008
Imagem>
FLUSSER, Vilém . (1985). Filosofia da caixa preta: ensaios para uma futura filosofia da fotografia. São Paulo: Hucitec.
------------------------. (2006). In: FABRIS, Annateresa (org); KERN, Maria Lucia Bastos (org). Imagem e conhecimento . Sao Paulo: EDUSP.
------------------------. (2004). Língua e realidade. São Paulo: Annablume.
-----------------------. (2002). Filosofia Del diseño: La forma de lãs cosas. Madri: Editorial Sintesis.
----------------------. (1999). A dúvida. Rio de Janeiro: Relume Dumara.
-----------------------. (s/d). Una Filosofia de La fotografia . Madri: Editorial Sintesis.
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maria teodora
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terça-feira, 25 de março de 2008
malu is currently completing grade 10 at a local government school
malu is attending school in kathmandu and your sponsorship will ensure she has the chance to create a bright future for herself
malu is fundamental to the ordering of gender relations and the culture of deference
malu is a definite favorite
malu is a show
malu is to perform the matrix operations and write the output to memory
malu is a small private luxury lodge set up on the escarpment in an ancient cedar forest and sanctuary near lake naivasha
malu is seen
malu is very special to us because she is such a loving creature
malu is 1
malu is the family home of owner/managers tim and sophie farrell
malu is rendered loosely as loss of face or embarrassment
malu is in charge of all day
malu is the samoan term for female tattooing and this is a particular emphasis here at malu tattoo
malu is busy with "tabing ilog" and "feel at home" her main shows in abs
malu is an acronym
malu is a mother of three
malu is based around a fundamental 544
malu is helping marcelina and paulus
malu is placed primarily on the thighs and knees
malu is less visible
malu is a two
more in googling: http://www.googlism.com/index.htm?ism=malu&type=1
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maria teodora
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segunda-feira, 24 de março de 2008
O grupo Radiohead lançou um concurso para que os fãs produzam videoclipes das músicas do mais recente trabalho, “In Rainbows”. Diferente do concurso que o Nine Inch Nails está promovendo, em que não há premiação em dinheiro, o Radiohead dará US$ 10 mil ao vídeo mais assistido, graças a uma parceria com o selo TBD Records, o site Adult Swin e o portal Aniboom.O videoclipe pode ser feito de qualquer música de “In Rainbows”, mas deve ser uma animação. Uma banca de jurados, incluindo os integrantes do grupo, escolherá os finalistas e o grande vencedor recebe o prêmio em dinheiro para uma produção oficial do videoclipe. O endereço para se inscrever é www.aniboom.com.
http://territorio.terra.com.br/canais/rockonline/noticias/ultimas.asp?noticiaID=15506
http://www.youtube.com/watch?v=XssPkPFNbic
http://www.aniboom.com/radiohead/
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thiagoo
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domingo, 23 de março de 2008
instruções para pinturas (fragmentos)
pintura para ver os céus
fure dois buracos em uma tela.
pendure-a onde você possa ver o céu.
(troque-a de lugar.
experimente tanto a janela da frente como a de trás,
para ver se os céus são diferentes.).
pintura para o vento
corte um buraco em uma sacola cheia de sementes de qualquer tipo
e coloque a sacola onde haja vento.
pintura para enterro
em uma noite de lua cheia, coloque uma tela em um jardim
de 1h00 da tarde até a madrugada.
quando a tela estiver totalmente tingida de rosa
pela luz da manhã, desmonte-a ou dobre-a e enterre.
as formas do enterro:
1) enterre-a em um jardim e coloque um placa com um número nela.
2) venda-a ao mendigo.
3)jogue-a no lixo.
pintura de fumaça
incendeie uma tela ou qualquer pintura pronta com um cigarro
a qualquer hora por qualquer periodo de tempo.
assista o movimento da fumaça.
a pintura estará terminada quando toda a tela se consumir.
pintura para bater um prego
bata um prego em um espelho, uma tela, uma peça de vidro
ou metal a toda manhã.
pegue também um cabelo que tenha caido quando você se penteou de manhã
e amarre-o no prego.
a pintura estará terminada quando a superfície da tela
estiver coberta de pregos.
pintura do pingo d'água
deixe água gotejando.
coloque uma pedra debaixo.
a pintura estará terminada quando as gotas fizerem um furo na pedra.
você pode mudar a frequência das gotas d'água a seu gosto.
você pode usar cerveja, vinho, tinta, sangue, etc. ao invés de água.
você pode usar uma máquina de escrever, sapatos, um vestido, etc.
ao invés da pedra.
pintura a+b
corte um círculo em uma tela A.
coloque uma figura numérica, uma letra romana,
ou uma katakana na tela B em um ponto aleatório.
coloque a tela A sobre a tela B e pendure-as juntas.
a figura na tela B pode aparecer, pode aparecer parcialmente,
ou pode não aparecer.
você pode usar pinturas velhas, fotos, etc. ao invés de telas.
pintura para ser construída na sua cabeça (1)
tente transformar uma tela quadrada na sua cabeça
até que ela se torne um círculo.
escolha qualquer formato no processo
e pendure ou coloque na tela um objeto:
um cheiro, um som, ou uma cor que venha à cabeça
em associação com o formato.
pintura para ser construída na sua cabeça (2)
bata um prego no centro de uma peça de vidro.
imagine enviando os fragmentos à endereços escolhidos
aleatoriamente.
memorize os endereços e os formatos dos fragmentos
que você enviou.
retrato de maria
envie uma tela à Maria de algum país
e peça à ela que envie a tela à próxima Maria
de algum país para que ela faça o mesmo.
quando a tela estiver cheia de fotos de Marias,
ela deve ser enviada de volta ao remetente original.
o nome pode não ser Maria.
pode ser um nome fictício e, nesse caso,
a tela será enviada a diferentes países até que uma pessoa
com aquele nome seja encontrada.
o objeto a ser colado na tela não precisa ser uma foto.
pode ser uma figura numérica, um inseto, ou uma impressão digital.
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. Hugo Lima .
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15:21:00
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Note:
Chegar em casa e baixar Arkestra One + Groundation feat. Don Carlos
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Igor
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13:53:00
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quinta-feira, 20 de março de 2008
Amigo Frango
Queria mesmo era ver a parte de baixo e descobrir se, amarrado à perna esquerda - perna graveto, secura nos pés –, tem um barbante bem forte que limita o amigo ao raio da corda.
Com barbante ou sem barbante dizem que por entre as orelhas do galo (e galináceos têm orelhas?) só passa vento... E quem só guarda vento na cachola, e não segue o pensar catalogado pelos grandes, perde o direito de sentir e de ser, e de andar em linha reta como quem quer seguir a vida e só.
Amarram o pé no barbante, amarram o barbante na estaca.
E fim.
Pobre amigo-frango. Criei, para ele, uma estória que é pura tristeza.
(texto de Amanda Horta e ilustração de João Marcelo Paca)
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JM Emediato
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16:13:00
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maria teodora
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00:31:00
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quarta-feira, 19 de março de 2008
superficie.org
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Igor
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01:04:00
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arte,
cotidiano,
leandro amigo da Fernanda,
Meu pai também é arquiteto
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terça-feira, 18 de março de 2008
Proposta regulamenta atividades de DJs e VJs
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 2631/07, do deputado Brizola Neto (PDT-RJ), que regulamenta a profissão dos disc-jóqueis (DJ) e video-jóqueis (VJ). Pela proposta, só poderão exercer as atividades os profissionais habilitados por cursos profissionalizantes oficialmente reconhecidos.
O deputado ressalta que só no estado do Rio de Janeiro há mais de 100 mil profissionais e a maioria ganha a vida de maneira informal, sem direitos trabalhistas e com remuneração menor.
O texto define como atribuições de DJs e VJs a animação de festas populares, shows, eventos e espetáculos; as improvisações para divertir o público, bem como as apresentações de programas de músicas eletrônicas; os comentários e locuções de publicidades para rádio, televisão, cinema e internet; e a operação e o monitoramento dos sistemas de sonorização, gravação, edição e mixagem de discos, fitas, vídeos e filmes para a criação de novas versões.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo nas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
- PL-2631/2007
fonte: http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=118774
só o que faltava...
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maria teodora
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15:21:00
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Butão Tecnológico
Menos de uma década depois de terem chegado ao Butão, país considerado a Shangri-la dos Himalaias, TV, internet e celular estão transformando os habitantes do lugar, que por séculos foram acostumados a agir de maneira coletiva e espiritual, em famintos consumidores.Até que o rei resolve modernizar tudo e... arranja uma tremenda confusão!". Mas é isso mesmo que está acontecendo no Butão, o tal reino nas montanhas - por sinal, algumas das mais altas do mundo, nas entranhas do Himalaia. Pensando bem, a experiência butanesa é ainda mais supreendente do que a ficção dos filmes vespertinos. Até 1999, oito aninhos atrás, televisão, internet, celular, entre outros símbolos augustos da tecnologia, eram proibidos no país, a última nação na Terra a apresentar aparelhos de TV a seus habitantes. Francamente, é ou não é difícil de acreditar?
Alguém certa vez escreveu que a ficção precisa fazer sentido, caso contrário não convence; já a vida, não precisa fazer sentido: a vida é. Ainda assim, no caso desse longínquo país asiático, há antecedentes que ajudam a entender como as coisas chegaram aonde chegaram. Ora, até meados dos anos 60, o Butão não tinha sequer moeda corrente. As pessoas produziam o que precisavam e obtinham o faltante por meio de escambo com os vizinhos, assim como faziam nossos mais remotos antepassados. Não havia estradas. A conexão com a Índia, histórica parceira comercial, era feita sobre mulas, em viagens que chegavam a durar dias e dias. Quando o primeiro jipe apareceu em Thimpu, a então muito rústica capital, teve quem corresse achando que era um dragão a cuspir fogo! Outros, destemidos, chegaram perto trazendo feno para a criatura. Custa crer que, quarenta anos atrás, o sossegado reino nas montanhas nem ao menos centros urbanos possuía, pois a vida se desenrolava pura e bem resolvida em vilinhas bucólicas, distantes entre si e, mais ainda, do restante do mundo.
HORIZONTE PERDIDO?
E foi nesse reino improvável, misto de Horizonte Perdido com Jurassic Park, que um dia o rei resolveu modernizar tudo e rasgou a tábua de proibições, para alegria da população, para aflição dos monges budistas, personagens importantes em toda essa história. Porque, se ainda não caiu a ficha, o Butão é o país da Felicidade Nacional Bruta, um índice que arrepia aquele outro, mais consagrado, do Produto Interno Bruto (PIB).
Conforme as idéias do rei Jigme Singye Wangchuk - hoje multiplicadas internacionalmente por lideranças, empresas e instituições preocupadas com os rumos que a civilização vem tomando -, é através da felicidade de cada um que se mede a verdadeira riqueza de uma nação. Ou seja, é em meio a uma cultura tradicionalíssima, milenar, fortemente sustentada pela devoção a Buda e à simplicidade, que a TV , o celular e a internet chegam para... claro, arranjar uma tremenda confusão.
Junto com o projeto de modernização, o governo lançou também seu canal de TV , a Bhutan Broadcasting Service (BBS), com uma programação simples, pautada em conteúdo educativo e espiritual, notas sobre o índice de Felicidade Nacional Bruta e algumas novelas românticas produzidas na Índia. O problema é que, além da TV estatal, os butaneses passaram a ter acesso a mais de 45 canais internacionais, entre eles BBC, National Geographic, Cartoon Network, AXN, HBO, Sony, Fashion TV , MTV ... Quer dizer, mesmo num país diferente, onde valores morais e religiosos são comumente colocados acima dos interesses mundanos, fica difícil competir com uma carga tão novidadeira e excitante. Então o canal estatal segue lá com seus devotos, mas a TV comercial é a grande sensação.
Uma pesquisa do Ministério da Informação feita em 2003 revelou alguns aspectos dessa reviravolta nos hábitos da sociedade butanesa - algo que evidentemente continua em curso. Tem mulher reclamando que o marido não sai da frente da TV , que não dá mais aquela atenção de antigamente. Tem professor dizendo que os alunos andam dormindo tarde, que não se concentram nas aulas desde que o Ten Sports, um canal esportivo europeu, passou a disseminar no país uma modalidade de luta baseada em força e agressividade, o wrestling americano. "A televisão tem levado a menos interação entre as famílias", afirma à Send Benjamin Crow, representante do Banco Mundial para assuntos do Sul da Ásia. É mesmo de imaginar o impacto que a descoberta de um mundo vasto mundo causou e vem causando nos butaneses, que há tão pouco tempo viviam acostumados a paisagens bíblicas e uma rotina pra lá de espartana. De uma hora para outra, surge um aluvião de propagandas coloridas e piscantes apelando aos sentidos,
desafiando a alma: Compre! Compre! Compre! "A proliferação dos salgadinhos e similares resultou em uma quantidade absurda de lixo", diz o especialista. E os sinais da globalização não estão apenas na junk food. Fora do horário de trabalho, muitos jovens já se vestem como Di Caprios e Britneys, alheios aos códigos locais. Bem, alguém também já escreveu que a felicidade é uma coisa à toa.
CAVALO DE TRÓIA
Essa revolução não é de agora ou de oito anos atrás, e quem a iniciou foi o antecessor do rei Jigme Singye Wangchuk - o pai dele. A dinastia, iniciada em 1907, chama atenção pela inteligência e visão estratégica. Hoje, o Butão é uma monarquia constitucional, tem um parlamento e um código legal (baseado em preceitos budistas), um modelo bem diferente do anterior, autocrático, bastante típico dos reinos asiáticos na primeira metade do século 20. Foi o pai do rei quem promoveu a abertura de estradas, a criação de uma moeda e de um banco central, entre outras medidas modernizadoras que deslancharam por lá a partir dos anos 60. O então patriarca dos Wangchuk causou furor por ter mexido também na estrutura sacrossanta das escolas, introduzindo o modelo ocidental de educação em uma sociedade servida unicamente por instituições monásticas, nas quais se aprendia que a iluminação interior era mais importante do que o conforto material. Bem, dizendo de um jeito bem brasileiro, o atual rei pegou o bonde andando e veio dando tratos à bola.
Agora, com apoio da Índia e investimentos das Nações Unidas e do Banco Mundial, Jigme Singye Wangchuk vem fazendo o que para muitos era inevitável: tirar o país do período medieval e colocá-lo no século 21. "As mudanças estão acontecendo rapidamente, levando o Butão a uma governança democrática que culminará com eleições gerais em 2008", diz Benjamin Crow. Lyonpo Leki Dorji, ministro de Tecnologia e Telecomunicações do Butão, já declarou o mesmo entusiasmo: "Nossa população está espalhada pelo país, em meio a uma topografia muito montanhosa. A internet, por exemplo, pode resolver uma série de problemas. Ela pode resolver o problema da distância, pode incrementar a produtividade, pode ajudar as pessoas a ganharem tempo, a terem acesso a entretenimento e material educacional. A internet, enfim, pode nos ajudar a tomar parte na sociedade global."
O Butão tem apenas um provedor de acesso estatal, o Druknet, e a conexão pode ser discada ou banda larga, via satélite. Como era de se esperar, os indicadores do desenvolvimento econômico e tecnológico mostram uma curva superascendente, pois a largada foi praticamente do zero. Com 790 mil habitantes, o país tem hoje cerca de 41 mil linhas telefônicas fixas (51 para cada mil indivíduos), 47 mil assinantes de celular (59 entre cada mil) e 31 mil usuários de internet (39 entre cada mil). Comparar é sempre bom: no Brasil, em contas grosseiras, são 26 milhões de linhas telefônicas fixas (140 para cada mil indivíduos), 100 milhões de assinantes de celular (495 entre cada mil) e 33 milhões de usuários de internet (170 entre cada mil).
No Butão, há 58% de lares com televisão, enquanto no longínquo Brasil, vizinho do primeiro apenas na ordem alfabética, são 90%. À sombra desses números, o já não tão sossegado reino asiático vem pondo à prova seu temor atávico - o de que a expansão tecnológica acabe ocidentalizando sua cultura e sua sociedade, assim como já ocorreu em países vizinhos. Eles sabem muito bem que a TV , a internet e o celular proporcionam conhecimentos, recursos e prosperidade para atender a todo tipo de indicadores, inclusive o da Felicidade Nacional Bruta. Mas não ignoram que, em seu arcabouço, podem trazer elementos capazes de deteriorar a aura de pureza que ainda resiste no reino. Cavalo de Tróia? "Na internet existem coisas boas e coisas ruins", afirmou à BBC Gembo Dorji, oficial de planejamento do Corpo Monástico, uma instituição ao mesmo tempo espiritual e política, cujos integrantes têm voz forte na Assembléia Nacional e no Conselho Real. "Nossos jovens podem ir para o lado ruim e se perderem por conta disso." O ministro de Tecnologia e Telecomunicações, Leki Dorji, é um homem sincero, não esconde seus conflitos: "Será que a televisão faz você mais feliz ou menos feliz? Bem, ela aumenta suas expectativas, provavelmente fazendo você mais infeliz".
Se esses butaneses ilustres sentassem para conversar com o norte-americano John Naisbitt, autor de Megatrends e High Tech, High Touch, certamente esqueceriam das horas. Esse ex-executivo da IBM e da Eastman Kodak trabalhou junto a grandes estadistas, como John F. Kennedy e Lyndon Johnson, do qual foi assessor especial, e por isso, ou apesar disso, adquiriu uma percepção infelizmente rara do que é a tecnologia e para que ela serve. Segundo ele, "a tecnologia incorpora suas conseqüências, tanto boas quanto más. Ela não é neutra". Em seus estudos, Naisbitt identificou os sintomas de um mal que acomete a sociedade ocidental - essa cujos modos e maneiras, para o bem e para o mal, são exportados em nome da modernização. Diz ele que vivemos em uma "zona tecnologicamente intoxicada" porque 1) favorecemos as soluções fáceis, da religião à alimentação, 2) tememos e cultuamos a tecnologia, 3) confundimos a diferença entre o real e o falsificado, 4) aceitamos a violência como normal, 5) gostamos da tecnologia como brinquedo, 6) vivemos nossa vida distanciados e distraídos.
EQUILÍBRIO POSSÍVEL
Para esse e outros observadores despertos, o Butão vem servindo como tubo de ensaio, um laboratório vivo que permite testar uma certa quantidade de teorias a respeito da complexa relação homemtecnologia - drama que pode ter começado quando da descoberta da roda. De um lado, é óbvio que a TV , a internet e as outras estrelas da ICT (sigla em inglês para Information and Telecommunications Technology) não podem, sozinhas, garantir água, comida, habitação, saúde ou educação, mas sem dúvida são ferramentas maravilhosas para consegui-las. "Se for propriamente dirigida e compreendida, a ICT pode contribuir com os serviços que melhoram a condição humana e permitir um alto índice de atividades a um custo bastante baixo", afirma Benjamin Crow, do Banco Mundial. "Nosso entendimento aqui na instituição é que os países em desenvolvimento que adiarem essas medidas acabarão pagando um preço altíssimo mais tarde."
Todavia, parte dos sintomas da intoxicação citados por John Naisbitt já pontua a jornada tecnológica butanesa. Os estudantes dispersos na sala de aula, a moda violenta do wrestling, as roupas fake-chic copiadas dos ídolos americanos e europeus - está tudo ali... e eles estão adorando! A pesquisa do Ministério da Informação mostra que 66% da população acha que a TV abriu sua mente, trazendo um impacto positivo na sociedade. O governo está em cima. O tal canal que transmitia lutas foi banido depois que os professores deram o alarme, embora os aficionados tenham passado a acessar programas do tipo em outros canais.
A MTV e a Fashion TV também sofreram sanções por conta de sua "má influência". Na internet, o hype são os bate-papos - em um país tão montanhoso, comunicar-se direto com amigos e familiares virou, por assim dizer, um grande barato. Discutir grandes temas com desconhecidos também, e o fórum on-line dos leitoresdo Bhutan Kuensel, o jornal mais importante do país, é parada obrigatória para os "butanautas", com recorde nacional de 60 mil hits por dia. De resto, liberdade total e diversa de navegação, que, conforme os números do Ministério da Informação, é usada principalmente em troca de e-mails (37,89% dos usuários), sites de notícias e informações (26,32%) e chats (20%). Apenas 6,32% dizem usar a web no trabalho e meros 4,21% recorrem a ela para fazer pesquisas e adquirir novos conhecimentos.
A esperança para o Butão é que as coisas se encaixem naturalmente e em equilíbrio, conforme os princípios budistas. "Temos visto a música tradicional
butanesa sendo corrompida pelos programas da MTV , ritmos diferentes e assim por diante", disse numa entrevista à BBC Lyonpo Jigmi Thinley, ex-ministro butanês para Assuntos Internacionais, hoje ministro de Habitação e Assuntos Culturais. "O paradoxo é que agora há por aí um grupo de tradicionalistas tornando-se consciente desse tipo de influência, e que está dando passos firmes para, novamente, popularizar a música tradicional e tudo que é autenticamente nosso. Ou seja, vem uns e tiram o lugar dos que estavam consagrados, enraizados, tornando-os conscientes dessa situação e, assim, dando-lhes força para reagir e evitar que mudanças aconteçam. Tudo é uma questão de quem prevalece a cada momento do jogo, e parece ser isso que querem os butaneses. No fim, é o povo quem vai escolher o caminho."
Um episódio na capital Thimpu ilustra bem as teorias do ministro e até lhes atribui certa sabedoria. Durante anos e anos, um guarda de trânsito, desses que mais ou menos são parecidos no mundo todo, com chapéu e luvas brancas, cumpria sua visível rotina a bordo de uma guarita elevada junto ao principal cruzamento da cidade. Passam tão poucos veículos ali, e seria de perguntar se o trabalho do homem é mesmo imprescindível. Mas, para as autoridades locais e também para a comunidade, o lugar exigia até mais: um semáforo! Afinal o país já tinha os pés na modernidade. E assim foi feito. Passados alguns dias, voltaram atrás: a sensação geral foi que o cruzamento havia perdido algo caro e essencial: a presença humana. Parece ingênuo e encantador, amoroso demais, final perfeito para uma Sessão da Tarde. Mas, parando pra pensar, pode estar aí a chave de entendimento para o desafio tecnológico do Butão. E de todo o mundo, claro.
http://www.revistasend.com.br/ (de olho na interface)
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Igor
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10:27:00
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Analisando a entrevista: Juliana Mundim na Folha
Preste a atenção na superficialidade (dizem que é imparcialidade) que um jornal possui!
FOLHA - Como surgiu a idéia para o Pocket Films for Travelers? (já começa bem)
FOLHA - Por que lugares você já passou? (todo mundo sabe que foi pelo mundo todo, ou o(a) reporter não pesquisou antes)
FOLHA - Quais foram as maiores aventuras pelas quais você passou nessas viagens ao redor do mundo? (pergunta pra criança)
FOLHA - E as maiores dificuldades? (não sabia o que perguntar mais)
FOLHA - Que suportes você usa para fazer os filmes? Vale câmera do celular, por exemplo? (pelo amor de Deus essa)
FOLHA - Quantos acesso o site já teve? (tipo, será que dá pra vender?)
FOLHA - Existem planos para transformar o Pocket em livro e filme para internet? (tipo 2, se quiser posso vender pra você ok?)
FOLHA - Como é sua relação com a internet e com os meios digitais, em geral? (a juliana já tinha falado antes)
Quanto as respostas, todas foram ótimas e o pocketfilmsfort. não pode deixar de entrar como citações de artigo e exemplos sobre a blogoréia! rs!
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Igor
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09:51:00
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Estudar na Estônia?!?!??!?
www.bfm.ee
www.artun.ee
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maria teodora
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04:51:00
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Entrevista: Juliana Mundim
FOLHA - Como surgiu a idéia para o Pocket Films for Travelers?
JULIANA MUNDIM - Eu tive a ideia de fazer o Pocket Films quando eu morava em Nova York. Primeiro fiz uma série chamada "Films to Go", que eram filmes pequenos pra levar pra viagem. Eu tinha pensado num device, um aparelho imaginário em que a gente comprasse os filmes na banca e colocasse dentro deste aparelho _o que, anos depois, virou o celular de hoje, né? Você pode ver o vídeo desta idéia na sessão Vlog; o filme "When I First Had This Idea".
Nessa época comecei a fazer filmes portáteis, pequenos mesmo... Até por questões de disco rígido. Eu tinha que usar pouca memória, pois não tinha o equipamento necessário, então fazia filminhos de tamanho 320x240, de poucos minutos de duração e que só poderiam mesmo ser vistos na internet, e olhe lah, pois era 1999.
No fim de 1999, a idéia foi evoluindo pra "Filmes de Bolso Para Viajantes", que era a de mostrar sempre estrangeiros. Um africano em Nova York, um americano no Brasil, um norueguês na Austrália, um pássaro em migração... Turistas, refugiados etc. Aos poucos o conceito foi se trasnformando e hoje em dia ele mostra mais o olhar estrangeiro, que é o meu próprio.
A idéia sempre foi a de fazer um filme, mas eu acho o mundo muito cheio de coisas diferentes! Ele está em
formação constante! São muitas texturas, cheiros, pessoas, formatos, e achei que um filme estático como
a gente é acostumado não seria o caso pra este projeto. Por isso resolvi fazer um filme diluído e desconstruído, como o mundo é _acontecendo todo ao mesmo tempo ali on-line, pois a internet é um espaco vivo e ativo, tão orgânico quanto a Terra. A web se assemelha mais com o mundo do que uma sala de cinema. As pessoas que navegam no site fazem seu próprio caminho, constroem seu filme em seus próprios tempos. A conexão com o público é mais facil on-line. Uso textos, fotos, música, desenhos e vídeo pras pessoas juntarem as partes de um todo e chegarem às
suas proprias conclusões. Portanto falar do mundo em andamento dentro da internet fazia mais sentido pra mim.
FOLHA - Por que lugares você já passou?
JULIANA - Ah... Muitos! Ásia, Oceania, África, Europa, Américas... Mas ainda falta muito! O mundo não é tão pequeno quanto a gente pensa que ele se tornou. Mas pra citar alguns paises: Nepal, Índia, Laos, Tailândia, Vietnã, Camboja, China, Japão, Austrália, Nova Zelândia, Islândia, Estônia, Finlândia, Marrocos, México, Chile, Argentina etc.
FOLHA - Quais foram as maiores aventuras pelas quais você passou nessas viagens ao redor do mundo?
JULIANA - Acho que toda a viagem eh uma aventura, nao é? Ficar um ano longe de casa só viajando é uma
aventura e tanto, e quando a gente volta as coisas nunca mais são as mesmas.. Mas acho que talvez a Índia e o Nepal tenham sido os lugares mais extraordinários de todos. No interior da Índia as pessoas são realmente
amigáveis, e a cultura, totalmente diferente do Ocidente.
Acho também que a aventura está nos pequenos momentos que a gente tem com o lugar, que só a gente sente
dentro da cabeça. Coisas muito simples mesmo, como ficar observando uns meninos esperando o ônibus passar em Bangkok, quando só um faixo de luz batia neles; ou, na Índia, entrar em uma roda gigante movida à força humana, onde eles ficavam pendurados nas alturas fazendo força pra roda mexer, vários deles!; ou andar pela rua ouvindo uma música incrível e cantando alto no interior da Nova Zelândia só porque a gente está feliz por estar ali, andando em um lugar totalmente novo... Essas coisas, pra mim, são aventuras maiores do que, por exemplo, alguns perrengues _como ter homens mulçumanos num hotel que fiquei em Cingapura tentando entrar no meu quarto a noite toda, e o mesmo quarto estar enfestado por baratas. Ou o ônibus andando a 120 km/h nas montanhas do Nepal, perto de um despenhadeiro onde se viam outros ônibus que ali já tinham caido...
FOLHA - E as maiores dificuldades?
JULIANA - Acho que dificuldade está muito na cabeça da gente. Quando se gosta muito de viajar, a gente tende a
"perdoar" qualquer empecilho e se concentrar nas partes boas. Tanto que no fim a gente nem se lembra tanto do que aconteceu de ruim. Acho que a maior dificuldade está nos paises que não falam nada de inglês, como a China. A gente quer se comunicar com as pessoas locais, quer conhecê-las, mas pode ser muito frustrante.
Eu tambem queria ter ido para o Oriente Médio, mas só cheguei mesmo na borda do Paquistão pelo deserto do
Rajastão, a camelo! Talvez se eu fosse homem seria mais fácil viajar para lugares famosos por ser um pouco mais perigosos, né?
FOLHA - Que suportes você usa para fazer os filmes? Vale câmera do celular, por exemplo?
JULIANA - Uso uma câmera Mini DV semi-profissional. É uma câmera pesada e grande, não muito prática pra viajar,
mas foi uma escolha minha, de querer uma certa qualidade para as imagens. Porém, hoje em dia alguns celulares têm cameras ótimas e é muito possível criar coisas incriveis com elas!
FOLHA - Quantos acesso o site já teve?
JULIANA - Não sei ao certo porque mudei de contador algumas vezes. Mas imagino que deve ser perto de cem mil.
FOLHA - Existem planos para transformar o Pocket em livro e filme para internet?
JULIANA - Sim, já comecei a editar fotos, desenhos e textos para um futuro livro. Quanto aos filmes, a intenção é
editá-los em um longa.
FOLHA - Como é sua relação com a internet e com os meios digitais, em geral?
JULIANA - Eu acho importantíssimo pra tudo isso que eu faço! Aliás, é primordial. Desde a captação (vídeo, foto, scanear desenhos) até para comprar passagens e mostrar o resultado do trabalho. Eu prefiro mostrar meus trabalhos on-line primeiro, porque é um meio muito mais democrático e ágil para quem faz a arte, o filme, a foto. O contato com o publico é direto e de perto. É bastante gratificante!
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maria teodora
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segunda-feira, 17 de março de 2008
domingo, 16 de março de 2008
"Por que você faz filmes?"
Lisboa, 8 de setembro de 1991
Caro Jacques,
Respondo imediatamente à tua pergunta.
No momento, fico deitado na cama a olhar o teto branco, apesar de suas manchas de umidade. Eu imagino: um dia vai ser preciso tirar essas manchas e repintar o famoso teto. Sempre de branco, claro. Às vezes a minha mão direita, a que escreve, entra em meu campo de visão e, então, eu olho para ela, eu me deparo com ela. Ela está lá, diante de mim, e eu a vejo com muita nitidez, mesmo que eu não tenha nenhuma necessidade dessa onipresença: eu a conheço há muito tempo e tenho o privilégio de tocá-la ou de coçá-la, se tiver a vontade. É uma mão própria, delicada, sensitiva demais à flor dos dedos, mesmo que o menor dentre eles, aquele que chamamos cotidianamente de dedinho, seja torto, tendo se recuperado mal de uma antiga arruaça. Se ela carregasse em si um pouco mais de nervos ou de energia, poderíamos confundi-la com a de um pequeno músico ou de um pequeno ladrão. No entanto, é certo que apesar de tudo ela está um pouco velha e, sem querer mencionar certos sintomas artríticos, não muito bem cuidada. Mas isso não podemos dizer que seja por culpa dela. Fui eu que compreendi tarde demais que a tarefa primordial era precisamente a de cuidar direito dela. Eu compreendi isso quando vi um filme em que havia um senhor muito distinto que carregava desajeitadamente (a falta de jeito, sabemos, é sempre cômica) sobre suas costas algumas latas de película. Tarefa pesada, penosa, confessemos ou, ao menos, suspeitemos, mesmo que no fim o tal senhor tenha conseguido (por que, Sísifo?) entregar seu fardo (ou sua cruz) a um destinatário misterioso, incerto. Tão misterioso e tão incerto que podemos mesmo perguntar se haveria de fato um verdadeiro destinatário, pois o carregador das latas de película, a partir do momento em que ele chegou ao fim de sua via crucis, não tinha mais contas a nos prestar.
Voltando à minha mão direita, tudo que posso assim dizer a você é que ela ainda está aqui, diante de mim, e como tenho sempre por princípio não escrever com ela uma linha além dos dados de minha própria consciência, podemos deduzir que minha mão não é mais educada, que ela desaprendeu tudo, que em suma ela não sabe mais escrever.
É verdade que dediquei mais tempo, muito mais, a preparar meu assassinato do que a preparar meus filmes, e, o que é curioso é que continuo a pensar que meu assassinato é muito mais importante para mim, e por extensão para o cinema, do que meus filmes. Digamos, por fidelidade a uma velha crença socrática.
Outrora, pensava-se o cinema em comum. Eu sei que é discutível. Podemos dizer, como Baudelaire, que se pensamos em comum, não pensamos. Godard entendeu isso desde o começo, pois ele se matou ou tornou-se "críptico" como estratégia de sobrevivência. Evidentemente, ele não queria ser assassinado. Depois, ele logo encontrou uma saída genial: a de ser verdadeiramente genial. É preciso reconhecer que outrora havia pelo menos alguma circulação, nada desprezível, ao contrário, mesmo se em Lisboa tentava-se, em epígonos provincianos, um "remake", às vezes mal digerido, do filme que se fazia em Paris: o cinema de uma admirável geração crítica, que se abrigava em torno de uma revista chamada Cahiers du Cinéma. Ora, o que aconteceu foi que, por razões que me ultrapassam e que ultrapassam também a esfera de minha competência e de minha boa educação (eu cultivo de forma maníaca a polidez, e isso é novo), essa circulação foi curto-circuitada e a pequena ampola não funciona ou não existe mais. Eis o reino das trevas, ao menos para mim. Digamos que, a partir daí, todos viramos mutuamente as costas e, de uma forma semelhante, o olimpiano de um Olimpo aliás inexistente, sou sempre eu. Questão de estilo. Eu não faço o gênero choramingas ou "pleurnichon", mas é uma pena. I’m sorry por vocês, porque pra mim tudo bem. Aliás, eu nunca fui a sucursal. Eu era apenas uma orelha, uma pequena atenção pouco dedicada. Diria mais: finalmente, é quando nos damos conta que perdemos para sempre a confortável teta de sua bela – e talvez inteligente demais – ama de leite gaulesa que as coisas começam a tornar-se interessantes. É quando se é verdadeiramente órfão, o desprovido, face a face com seu extremo, nudez integral, uma nudez que tu percebes pela primeira vez, porque antes recusavas admitir a todo custo que tua nudez é o único bem que possuis na terra. Cayrol escreveu muito bem sobre isso. Terror. Pânico. Tudo que queres (é a pequena história íntima) mas é aí, nessa extremidade que se tem o pressentimento do ünico, que se ganha o direito sagrado de filmar.
Tivemos os cravos de 74. Se todo mundo pudesse filmar, eu poderia também. Na época eu queria minha camerinha. Hoje penso de forma diferente. Creio que para filmar eu nem mesmo preciso de uma camerinha: preciso de um pouco de luz em minha cabeça e pronto, mas, na época, quase todo mundo me dizia que os filmes que eu fazia eram uma merda, que eu não tinha qualquer talento e sobretudo (e isso eu não suportava) que era preferível que eu escrevesse, porque eu escrevia incrivelmente bem. Eu argumentava debilmente que eu adorava fazer merdas desde que elas fossem as minhas, que eu me lixava para o talento e não sei mais o quê, mas para ser franco eu comecei a ficar com inveja do escriba Monteiro, então eu decidi matá-lo para que o descendente pudesse filmar livremente.
Moro num país de pessoas céticas. Duvidam de tudo, inclusive da própria existência do país. Não imagino um francês capaz de colocar-se de forma séria a questão: a França existe? Entretanto, essa é uma pergunta que volta e meia aparece por aqui. O cinema português com seu cortejo grotesco e megalomaníaco de trinta gênios (eu entre eles) – uma desproporção em relação à história do cinema – existe? O fascismo português, no fundo, existiu? (Se, sobre esse assunto, eu começo a escrever que os verdadeiros intelectuais desse período eram os guardinhas da polícia política vão me internar num hospício.) Será que eu, que nunca nasci, vou morrer? Paradoxalmente, à guisa de consolo, nós nos tranqüilizamos. Fiqueis calmos: oito séculos de História vos contemplam. Contanto que se fale disso ou que se tenha falado, eis a prova de que tudo isso existe ou existiu. Sim, eu entendi, mas a reflexão portuguesa sobre essas questões nunca foi muito brilhante ou metódica. Todas as nossas dúvidas são um pouco selvagens. A desgraça começou quando a Inquisição teve o brutal apetite de colocar os pais de Spinoza na fogueira. Felizmente eles tomaram o caminho da fuga, mas o pensamento português se fodeu a partir dessa época. Que Spinoza possa ter crescido e organizado sistematicamente seu pensamento em um país onde as vacas caminham em toda impunidade pela paisagem campestre, eis uma coisa que nenhum português famélico jamais aceitará. E, no entanto, produzimos de tempos em tempos alguns exemplos... É surpreendente para todo mundo, mas eu sou uma caixinha de surpresas, se ouso dizer que a reflexão cinematográfica portuguesa mais profunda e mais original foi feita por dois poetas: Carlos de Oliveira e Herberto Helder. O primeiro morreu há dez anos; o segundo ainda está entre nós. Às vezes nos encontramos pra beber algumas canecas. Conversamos muito pouco. É preciso acrescentar que essa confissão e rigorosamente pessoal, mas já que eu acabo de emiti-la ela perde seu caráter confidencial. Curiosamente, eles jamais permitiram que se fizesse um retrato deles. Eles sempre acreditaram que o retrato é mundano e policial. Não estamos longe da crença dos índios, segundo a qual aquele que deixa que façam seu retrato entrega também sua alma. Eu, ao contrário, adoro os falsos retratos ou os retratos premonitórios, como o de Apollinaire. Digo isso só por dizer. Cada um é livre para fazer aquilo que lhe agrada, é o que dizem. Quanto à liberdade, estou pouco me fodendo. Até no cinema. Nunca fiz nenhuma reivindicação desse tipo. Da liberdade, eu gosto muito, mas para fazer alguma coisa com ela. De outra forma, me fodo tranqüilamente. Tomemos um hino, por exemplo, e eu te juro que é o meu preferido, aquele que começa "Allons enfants de la Patrie...". Eu desconfio: vamos aonde? Sinceramente, eu gostaria muito de ir, mas será que eu tenho o direito de não ir? Então, se é assim, fica um pouco tirânico, e eu não suporto a tirania da liberdade. Aliás, é gente como o Wenders que quer ser livre ("Arbeit macht frei"), não eu. Eu detesto o trabalho ("lavorare stanca") e eu não quero nada. Ah sim, eu quero dormir e eu durmo muito bem, talvez até demais. Graças a Deus, mas eu tenho realmente necessidade de dormir. Às vezes, vendo filmes, eu tenho problemas de metabolismo quando se passa repentinamente do dia à noite, só isso. Se eu fosse insone, num belo dia eu ficaria louco como Nietzsche, completamente louco. Dormir é um velho truque que eu aprendi com Tolstói mas também vendo Rossellini. Outro dia, li no Libération uma coisa aterrorizante. Um diretor francês reclamava que era um insone crônico. Então eu disse para mim mesmo: mas esse pobre senhor, quando ele chega no set de filmagem para fazer seu trabalho, deve morrer de sono, então é inumano que ele não possa pedir licença para repousar um pouquinho. É o que todo mundo faria em cirscunstâncias semelhantes. O ideal é conseguir chegar num set com o frescor de uma rosa e a agilidade de um verdadeiro caçador diante de sua presa. Para melhor poder saudar a beleza do mundo, claro. E a beleza do mundo, sabemos, é a beleza do cinema.
João César Monteiro
(publicado originalmente no catálogo dos Quintos Encontros Cinematográficos de Dunquerque, no quadro da primeira retrospectiva dedicada à obra de Monteiro, sob a tutela de Jacques Déniel. O texto foi republicado na edição nº50 de Trafic. O texto foi escrito diretamente no francês. A tradução é de Ruy Gardnier)
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Igor
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Surveillance Camera Players
OS PERFORMÁTICOS DAS CÂMERAS DE VIGILÂNCIA
ANA – Agência de Notícias Anarquistas
11 de setembro de 2002 - Um Dia Internacional Contra as Câmeras de Vigilâncias
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Parece inacreditável – eu mesmo achei que era brincadeira – mas alguém conseguiu pensar nisso: um grupo de performáticos americanos criou uma pequena trupe dedicada exclusivamente a atuar em frente de câmeras de vigilância. Os Performáticos de Câmeras de Vigilância (Surveillance Camera Players), um misto de anarquismo militante, situacionismo extremado e bom humor, existe em Nova Iorque desde 1995, e inspirou a fundação de outros semelhantes no Arizona (EUA), São Francisco (EUA), Bolonha (Itália) Estocolmo (Suécia) e Lituânia.
Os grupos adotam a tática que chamam de “Programação de Guerrilha para Equipamentos de Vigilância por Vídeo”. Segundo texto disponibilizado em seu sítio, “um grupo de indivíduos cria um cenário e atua usando as câmeras de vigilância como se fossem suas, como se estivessem produzindo seu próprio programa, e como se a audiência consistisse da equipe de segurança, polícia, diretores de escolas, moradores de condomínios fechados, e os próprios produtores e vendedores de sistemas de segurança. O grupo de programação guerrilheira pode escolher qualquer câmera que achar conveniente e interessante, tendo em mente, é claro, que algumas câmeras são monitoradas ao vivo, enquanto outras gravam fitas que provavelmente serão vistas apenas no caso de algum crime acontecer nas horas de seu funcionamento”.
"(...)O grupo pode escolher imitar as estruturas tradicionais do teatro, cinema, comédia de TV ou documentário, ou jogar tudo pro alto e improvisar. O grupo pode escolher um horário regular, digamos, terça-feira às 8:30 da noite, para veicular seu programa; ou em vez disso, resolver transmitir uma produção de gala de 5 horas”. Algumas mudanças foram feitas no programa original (“Hoje, os PCV concentram-se nas pessoas que, por acaso, passam e vêem nossas performances”), mas a idéia básica continua a mesma: atuar em frente a câmeras de segurança.
É isso mesmo: eles montam uma peça e apresentam-na diante da câmera, como forma de mostrar a quem estiver no outro lado da câmera que eles também estão sendo observados e estudados; chamar a atenção das pessoas para a existência das câmeras e a vigilância completa de suas vidas; levantar questões como o uso de softwares de reconhecimento facial e o fim da privacidade dos cidadãos; e trazer a público fatos esquecidos pela sociedade do espetáculo (em termos baianos, por exemplo, a revolta dos escravos em Ilhéus, em começo do século XIX) ou outros que, infelizmente, não aconteceram (ex.: a morte do jovem ACM numa briga de gangues no Campo da Pólvora).
As peças seguem um esquema simples, podem ser usados textos/temas já existentes – como, por exemplo, 1984 de George Orwell; Psicologia de Massas do Fascismo, de Wilhelm Reich; Esperando Godot, de Samuel Beckett; todos estes já representados; os performáticos reúnem-se em frente à câmera escolhida; o mestre de cerimônia anuncia o começo do espetáculo com uma placa, voltada para a câmera, onde se lê: Surveillance Câmera Player presents... Logo após, é erguida outra placa com o título da peça, e começa o espetáculo.
É um teatro mudo; todo o “texto”, extremamente reduzido, está em cartazes, erguidos pelos atores ou pelo mestre de cerimônias. Todo o resto é feito a partir de cartazes pendurados nos pescoços dos atores (como as placas “6079 SMITH W” e “4224 DOE J”, que identificam Winston e Julia em 1984), mímicos (um “apontar coletivo” para a câmera é gesto comum) ou máscaras.
Durante a representação, outras pessoas podem estar distribuindo material de denúncia ou de reflexão, como, por exemplo, Antonin Artaud e o Teatro da Crueldade; Software de Reconhecimento Facial; Sobre a Webcam Operada em Público pelo Município de Tempe, Arizona; Sobre a Vigilância Televisiva Sem Fio em Nova Iorque; dentre vários outros. Também colam adesivos sob as câmeras, indicando sua presença.
11 de setembro de 2002
Um Dia Internacional Contra as Câmeras de Vigilâncias
Você é contra o uso de câmeras de vigilância em lugares públicos?
“Os Performáticos de Câmeras de Vigilância” estão puxando um dia internacional de protesto contra as câmeras de vigilância em lugares públicos, e a redução das liberdades civis nos EUA e em outros lugares, no próximo dia 11 de setembro.
Para participar é fácil, durante a quarta-feira, 11 de setembro de 2002, pare na frente de uma câmera de vigilância e mostre o que você pensa. Lembrem-se, as câmeras não registram som, então você terá que fazer gestos, pantomima, palavras impressas e/ou retratos para passar sua mensagem.
Se possível documente tudo, e divulgue em fanzines, jornais, webs e tudo mais. Seja criativo! Não seja tímido! Não tenha medo de demonstrar seu sentimento! Sua confiança inspirará outros.
Mais infos da campanha e dos "Performáticos de Câmeras de Vigilância", entre no site: www.notbored.org . Lá você encontrará fotografias, vídeos clips, tapes, scripts...
E-mail: notbored@panix.com.
Colaborou ativamente: Manoel Bobfrip, de Salvador (Bahia).
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Fonte: Centro de Mídia Independente (www.mídiaindependente.org).
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Hipermercado 2006 Igor Amin e Rodrigo Pazzini
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Igor
às
20:25:00
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