quinta-feira, 9 de maio de 2013

FESTIVAIS DE CINEMA AMBIENTAL NO MUNDO


FESTIVAIS AMBIENTAIS:
1. CinemAmbiente Environmental Film Festival, founding member of the network (Turin, ITALY)
http://www.cinemambiente.it/
2. Cine’Eco - Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela (Seia, PORTUGAL)
http://www.cineecoseia.org/
3. Cinema Planeta - Festival Internacional de Cine y Medio Ambiente de México (Cuernavaca, MEXICO)
http://www.cinemaplaneta.org/
4.  CMS VATAVARAN - Environmental & Wildlife Film Festival and Forum(New Delhi, INDIA)
http://www.cmsvatavaran.org/
5. Dokufest International Documentary and Short Film Festival (Prizren, KOSOVO)
http://www.dokufest.com/2012/
6. ECOCUP Environmental Film Festival (Moscow, RUSSIA)
http://www.ecocup.ru/
7. Environmental Film Festival in the Nation’s Capital (Washington, USA)
http://www.dcenvironmentalfilmfest.org/
8. FFEM - Festival de Films de l’Environnement de Montréal (Montréal, QUÉBEC)
http://www.cinemaduparc.com/
9. FICA - Festival Internacional de Cinema e Video Ambiental (Goiás, BRAZIL)
http://www.fica.art.br/
10. FIFE – Festival International du Film d’Environnement (Paris, FRANCE)
http://www.iledefrance.fr/festival-film-environnement/
11. Filmambiente – Festival Internacional de Audiovisual Ambiental (Rio de Janeiro, BRAZIL)
http://www.filmambiente.com/
12. GFFIS – Green Film Festival in Seoul (Seoul, KOREA)
http://en.gffis.org/
13. Interfilm Festival (Berlin, GERMANY)
http://www.interfilm.de/
14. Planet in Focus Environmental Film Festival (Toronto, CANADA)
http://planetinfocus.org/
15. RIEC-IWFE - Rencontres Internationales “Eau et Cinéma” International “Water and Film” Events (Montréal, QUÉBEC)
http://www.riec-iwfe.org/

segunda-feira, 25 de março de 2013

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

domingo, 18 de novembro de 2012

Canela


domingo, 30 de setembro de 2012


Fonte: http://catracalivre.folha.uol.com.br/2012/03/ilustrador-americano-cria-inacreditaveis-gifs-em-3d/

quarta-feira, 25 de julho de 2012

quinta-feira, 10 de maio de 2012

sábado, 5 de maio de 2012

domingo, 18 de março de 2012

segunda-feira, 5 de março de 2012

quinta-feira, 1 de março de 2012

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Gandhi


“A vida, na Terra,  é somente uma passagem... no entanto, alguns vivem
como se fossem ficar aqui eternamente, e esquecem de ser felizes”

“Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual....
Somos Seres Espirituais passando por uma experiência humana...”

“Nós devemos ser a mudança que queremos ver no mundo”


Os Poderes do Sal Grosso

O sal grosso é considerado um potente purificador de ambientes.

Povos distintos usam o sal para combater o mau-olhado, e deixar a casa
a salvo de energias nefastas.

O sal é um cristal e por isso emite ondas eletromagnéticas que podem
ser medidas pelos radiestesistas.

Ele tem o mesmo cumprimento de onda da cor violeta, capaz de
neutralizar os campos eletromagnéticos negativos.

Visto do microscópio o sal bruto revela que é um cristal, formado por
pequenos quadrados ou cubos achatados.

As energias densas costumam se concentrar nos cantos da casa.

Por isso, colocar um copo de água com sal grosso ou sal de cozinha
equilibra essas forças e deixa a casa mais leve.

Para uma sala média onde não circula muita gente, um copo de água com
sal em dois cantos é suficiente.

Em dois ou três dias já se percebe a diferença. Quando se formam
bolhas é hora de renovar a salmoura.

A solução de água e sal também é capaz de puxar os íons positivos,
isto é, as partículas de energia elétrica da atmosfera, e reequilibrar
a energia dos ambientes.

Principalmente em locais fechados, escuros ou mesmo antes de uma
tempestade, esses íons têm efeito intensificador e podem provocar
tensão e irritação.

A prática simples de purificação com água e sal deve ser feita à menor
sensação de que o ambiente está carregado, depois de brigas ou à noite
no quarto, para que o sono não seja perturbado.

Banho de sal grosso e o antigo escalda-pés (mergulhar os pés em
salmoura bem quente) têm o poder de neutralizar a eletricidade do
corpo.

Para quem mora longe da praia é um ótimo jeito de relaxar e renovar as
energias.

Já foi considerado o ouro branco (salmoura para conservar alimentos).

Os povos foram desenvolvendo técnicas de usar o sal, como as abaixo
descritas: Uma pitada de sal sobre os ombros afasta a inveja.

Para espantar o mau-olhado ou evitar visitas indesejáveis, caboclos e
costumam colocar uma fileira de sal na soleira da porta ou um copo de
salmoura do lado esquerdo da entrada.

A mistura de sal com água ou álcool absorve tudo de ruim que está no
ar, ajuda a purificar e impede que a inveja, o mau-olhado e outros
sentimentos inferiores entrem na casa.

Tomar banho de água salgada com bicarbonato de sódio descarrega as
energias ruins e é relaxante.

O único cuidado é não molhar a cabeça, pois é aí que mora o nosso
espírito e ele não deve ser neutralizado.

Na tradição africana, quando alguém se muda, as primeiras coisas a
entrar na casa são: um copo de água e outro com sal.

Usam sal marinho seco, num pires branco atrás da porta para puxar a
energia negativa de quem entra.

Também tomam banho com água salgada com ervas para renovar a energia
interna e a vontade de viver.

Use esse poderoso aliado!

É barato, fácil de encontrar, e pode lhe ajudar em momentos de
dificuldade e de esgotamento energético!

*Modo de tomar o banho de sal grosso:*

Após seu banho convencional, deixe um punhado de sal grosso escorrer
do pescoço para baixo, embaixo da água da ducha.

Uma opção que agrada muitas pessoas, é colocar um punhado de sal
dentro de uma meia, e repousar esta na nuca (atrás do pescoço) debaixo
da ducha.

Não é aconselhável banhos freqüentes com o sal.

De preferência para os banhos na fase da Lua Cheia, utilize velas no
banheiro, e se quiser ativar sua intuição, apague as luzes do
banheiro.

Benefícios de banhos e escalda pé com sal grosso:

Fisiológicos·


Ajuda a desintoxicar o corpo e afastar os vírus·
Estimula a circulação natural para a melhoria da saúde·
Ajuda a aliviar o pé do atleta, calos e calosidades·
Relaxa a tensão, dores musculares e nas articulações·
Ajuda aliviar artrite e reumati smo·
Ajuda a aliviar a dor lombar crônica
Benefícios estéticos:
Tira as impurezas da pele.
Alivia irritações da pele como psoríase / eczema·
Alivia comichão, ardor e picadas·
Suaviza e amacia a pele· Incentiva a pele se renovar·
Ajuda a curaras cicatrizes·
Restaura o equilíbrio a umidade da pele.

Ocupacional
Alivia o cansaço, os pés doloridos e os músculos da perna.
Alivia a tensão nas mãos e punhos·
Ajuda a aliviar lesões no desporto Psicofísica ·
Proporciona um relaxamento profundo.
Ajuda a aliviar o estresse e tensão.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Curta FORMIGAS

Formigas
Gênero Ficção
Diretor Caroline Fioratti
Elenco Larissa Endo, Lumi Abe, Massayuki Yamamoto, Patrícia Sunto
Ano 2009
Duração 18 min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Brasil
Local de Produção: SP


Fim da Segunda Guerra Mundial. No Brasil, a derrota do Japão divide a comunidade japonesa em grupos radicais. Uma família de imigrantes encontra-se em perigo. Para as pequenas irmãs, são formigas gigantes que ameaçam seu pai.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Sustentabilidade: tentativa de definição


Sustentabilidade: tentativa de definição

Por Leonardo Boff
15/01/2012
Há hoje um conflito entre as várias compreensões do que seja sustentabilidade. Clássica é a definição da ONU, do relatório Brundland, (1987) “desenvolvimento sustentável é aquele que atende as necessidades das gerações atuais sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem a suas necessidades e aspirações”. Esse conceito é correto mas possui duas limitações: é antropocêntrico (só considera o ser humano) e nada diz sobre a comunidade de vida (outros seres vivos que também precisam da biosfera e de sustentabilidade).Tentarei uma formulação, o mais integradora possível:
Sustentabilidade é toda ação destinada a manter as condições energéticas, informaconais, físico-químicas que sustentam todos os seres, especialmente a Terra viva, a comunidade de vida e a vida humana, visando a sua continuidade e ainda a atender as necessidades da geração presente e das futuras de tal forma que o capital natural seja mantido e enriquecido em sua capacidade de regeneração, reprodução, e coevolução.
Expliquemos, rapidamente, os termos desta visão holística:
Sustentar todas as condições necessárias para o surgimento dos seres: estes só existem a partir da conjugação das energias, dos elementos físico-químicos e informacionais que, combinados entre, si dão origem a tudo.
Sustentar todos os seres: aqui se trata de superar radicalmene o antropocentrismo. Todos os seres constituem emergências do processo de evolução e gozam de valor intrínseco, independetente do uso humano.
Sustentar especialmente a Terra viva: a Terra é mais que uma “coisa” (res extensa), sem inteligência ou um mero meio de produção. Ela não contém vida. Ela mesma é viva, se autoregula, se regenera e evolui. Se não garantirmos a sustentabilidade da Terra viva, chamada Gaia, tiramos a base para todas as demais formas de sustentabilidade.
Sustentar também a comunidade de vida: não existe, o meio ambiente, como algo secundário e periférico. Nós não existimos: coeexistimos e somos todos interdependentes. Todos os seres vivos são portadores do mesmo alfabeto genético básico. Formam a rede de vida, incluindo os microorganismos. Esta rede cria os biomas e a biodiversidade e é necessária para a subsistência de nossa vida neste planeta.
Sustentar a vida humana: somos um elo singular da rede da vida, o ser mais complexo de nosso sistema solar e a ponta avançada do processo evolutivo por nós conhecido, pois somos portadores de consciência, de sensibilidade e de inteligência. Sentimos que somos chamados a cuidar e guardar a Mãe Terra, garantir a continuidade da civilização e vigiar também sobre nossa capacidade destrutiva.
Sustentar a continuidade do processo evolutivo: os seres são conservados e suportados pela Energia de Fundo ou a Fonte Originária de todo o Ser. O universo possui um fim em si mesmo, pelo simples fato de existir, de continuar se expandindo e se autocriando.
Sustentar o atendimento das necessidades humanas: fazemo-lo através do uso racional e cuidadoso dos bens e serviços que o cosmos e a Terra nos oferecem sem o que sucumbiríamos.
Sustentar a nossa geração e aquelas que seguirão à nossa: a Terra é suficiente para cada geração desde que esta estabeleça uma relação de sinergia e de cooperação com ela e distribua os bens e serviços com equidade. O uso desses bens deve se reger pela solidariedade generacional. As futuras gerações tem o direito de herdarem uma Terra e uma natureza preservadas.
A sustentabilidade se mede pela capacidade de conservar o capital natural, permitir que se refaça e ainda, através do gênio humano, possa ser enriquecido para as futuras gerações. Esse conceito ampliado e integrador de sustentabilidade deve servir de critério para avaliar o quanto temos progredido ou não rumo à sustentabilidade e nos deve igualmente servir de inspiração ou de idéia-geradora para realizar a sustantabilidade nos vários campos da atividade humana. Sem isso a sustentabilidade é pura retórica sem consequências.
Autor do livro Sustentabilidade: o que é e o que não é, a sair em fins de janeiro de 2012 pela Editora Vozes.

em http://leonardoboff.wordpress.com/2012/01/15/sustentabilidade-tentativa-de-definicao/

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

domingo, 8 de janeiro de 2012

TUDO É AMOR


http://www.myspace.com/ceciliavalentim

terça-feira, 3 de janeiro de 2012


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Árvores


A evapotranspiração de 1 mm de água (equivale a 1 L/m2) retira 59 cal/cm2. Por isso a sombra de árvores, quando existe água no solo para a planta transpirar, é mais fresca do que a sombra de telhados. Um telhado pode diminuir a temperatura do ar em 2 oC, enquanto a sombra de uma árvore que transpira pode reduzir a temperatura em 4 oC (Primavesi, 2006).

Transpiração é o processo por meio do qual a umidade é levada através das plantas desde as raízes aos pequenos poros na parte inferior das folhas, onde ele se transforma em vapor e é liberada para a atmosfera. A transpiração é essencialmente a evaporação da água pelas folhas das plantas. Estima-se que aproximadamente 10 por cento da umidade achada na atmosfera é liberada pelas plantas através da transpiração
A transpiração das plantas é um processo invisível - como a água está evaporando da superfície das folhas, você não pode ver as folhas "respirando". Durante a estação de crescimento, uma folha transpira muitas vezes mais água que seu próprio peso e uma grande árvore de carvalho pode transpirar 151.000 litros de água por ano, ou 413 litros de água por dia!
Encontrei a mesma informação em outro lugar, dizendo que “uma árvore de grande porte, isolada, pode transpirar 400 litros de água por dia!!!!”

“O SOL NASCE PARA TODOS, A SOMBRA, PARA QUEM PLANTA ÁRVORES.”  IEF.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

domingo, 4 de dezembro de 2011

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

domingo, 20 de novembro de 2011

Civilização Empática (Empathic Civilisation), por Jeremy Rifkin


(Palestra por Jeremy Rifkin, na British Society for the Arts, 2010).

Nos últimos 10 anos houveram alguns desenvolvimentos muito interessantes nos campos de biologia evolucionária, ciência neuro-cognitiva, desenvolvimento infantil, pesquisa e muitas outras áreas, que começaram a desafiar alguns dos princípios que temos sobre a natureza humana e o significado da jornada humana. Mas há outro conjunto de referências surgindo nas ciências que é bastante interessante e realmente desafia essas suposições e com elas as instituições que nós criamos baseadas nessas suposições: nossas instituições educacionais, nossas práticas de negócios, as instituições de governo, etc.

Deixe-me levá-los de volta ao começo dos anos 1990s, para um laboratório sonolento em Parma, Itália, e os cientistas tinham uma máquina de ressonância magnética (RM) sobre um macaco enquanto o macaco tentava abrir uma noz, eles queriam ver como os neurônios iriam se acender. Então está lá o macaco tentando abrir a noz e os neurônios acendem e então por acaso, é assim que a ciência funciona as vezes, um humano entra no laboratório, não sei se por engano, e ele está com fome, ele vê o pote de nozes, pega um noz e tanta quebrá-la. O macaco fica totalmente chocado, quem é esse intruso no seu laboratório? E ele não se mexeu, ele só ficou olhando para o humano que estava tentando abrir a noz assim como ele estava fazendo alguns segundos antes, e os cientistas olharam para a tela da RM e os exatos mesmos neurônios estavam se acendendo como quando o macaco estava tentando abrir a noz, e os cientistas não tinham idéia do que era isso e pensaram que a máquina havia quebrado. Ele então fizeram RM com outros primatas, especialmente chipanzés com seu neocortex volumoso, e então foram investigar os humanos e o que eles encontraram repetidamente é algo chamado de neurônios em espelho. E isso quer dizer que aparentemente nós temos circuitos, alguns primatas, todos os humanos, suspeita-se que os elefantes e ainda não se sabe sobre golfinhos e cães, mas todos os humanos têm circuitos com neurônios em espelho então se eu estiver lhe observando, sua raiva, sua frustração, seu sentimento de rejeição, sua alegria, qualquer coisa, eu também posso sentir, os mesmos neurônios se acenderão em mim como se estivesse tendo aquela experiência. Na verdade isso não é tão estranho, se eu ver uma aranha subindo no braço de alguém sentirei um arrepio também.

Nós não damos valor a isso, mas temos circuitos para realmente experimentar a situação difícil de outras pessoas como se as estivéssemos experimentando nós mesmos. Mas os neurônios em espelho são apenas o começo de toda uma variedade de pesquisa que está ocorrendo na neuro-psicologia e pesquisa cerebral e de desenvolvimento infantil que sugere que nós temos mesmo circuitos não voltados para agressão e violência e interesse próprio e utilitarismo, mas que na verdade temos circuitos para sociabilidade, apego, afeição, companheirismo e que o primeiro impulso é, na verdade, um impulso empático.

O que é empatia? É muito complicado. Quando bebês estão no berçário e um bebê começa a chorar os outros chorarão em resposta, eles não sabem porque, é o sofrimento empático, está inerente à biologia deles. Por volta dos dois anos e meio uma criança começa a se reconhecer no espelho. É então que você começa a amadurecer a empatia como um fenômeno cultural. Então quando uma criança começa a se identificar, ela sabe que se ela estiver observando outra pessoa ter um sentimento, o sentimento que surge nela veio da experiência do outro. São dois seres separados. A noção do eu vem junto com a noção de desenvolvimento empático. Quando aumenta a noção do eu, aumenta o desenvolvimento empático.

Por volta dos oito anos de idade, uma criança aprende sobre o nascimento e a morte, aprende de onde ela veio, que ela só tem essa única vida, que a vida é frágil e vulnerável e que um dia ela vai morrer. Esse é o começo de uma jornada existencial. Porque quando uma criança aprende sobre a vida e a morte, e que ela tem essa vida única, ela percebe o quanto a vida é frágil e vulnerável.

É duro estar vivo nesse planeta, seja você um humano ou uma raposa navegando pela floresta. Então quando a criança aprende que a vida é vulnerável e frágil e que cada momento é precioso e que ela tem uma história única, isso permite à criança sentir o sofrimento do outro da mesma forma. Aquela outra pessoa, ou outro ser, pode ser um animal, também tem uma vida única, é duro estar vivo e nem sempre as chances são boas.

Então se você pensar sobre as vezes em que empatizamos uns com os outros ou com outros seres, é sempre porque nós sentimos seu sofrimento, nós tivemos uma noção da largura e profundidade da empatia e da celebração da vida. Então mostramos solidariedade com nossa compaixão.

A empatia é o oposto da utopia. Não há empatia no paraíso, eu te garanto, estou te contando antes de você chegar lá! Não há empatia no paraíso porque não há mortalidade. Não há empatia na utopia porque não há sofrimento. A empatia está firmada no conhecimento da morte e na celebração da vida e no querer que o outro seja e floresça. Ela é baseada nas nossas fragilidades e imperfeições.

Então quando falamos em construir uma civilização empática, não estamos falando de utopia, estamos falando da habilidade dos seres humanos de demonstrar solidariedade não apenas uns aos outros, mas para com as outras criaturas que também têm uma vida única nesse pequeno planeta.

Nós somos homo-empatjicus, então eis a questão: nós sabemos que a consciência muda ao longo da história, que nosso cérebro está conectado hoje de um jeito diferente do servo medieval e que o seu cérebro também é diferente daquele dos caçadores de 30000anos atrás. Então o que eu perguntei no início desse estudo 6 anos atrás é: Como a consciência muda ao longo da história? Porque eu queria imaginar a seguinte proposta: é possível que os seres humanos, que têm circuitos para o sofrimento empático, é possível que possamos extender nossa empatia para toda a raça humana como uma família expandida e para as outras criaturas como parte de nossa família evolutiva e para a biosfera como nossa comunidade comum? Se é possível imaginar isso, então talvez ainda consigamos salvar nossa espécie e nosso planeta. E o que eu vos digo aqui esta noite é que, se isso é impossível sequer de ser imaginado, então eu não vejo um meio pelo qual conseguiremos. A empatia é a mão invisível que nos permite esticar nossa sensibilidade para com o outro para que possamos coexistir em unidades sociais maiores. Empatizar é civilizar. Civilizar é empatizar.

Na sociedade dos caçadores pré-históricos a comunicação se estendia apenas à tribo local, à distância de um grito. Qualquer um que estivesse na próxima montanha era um forasteiro alienígena. Então a empatia se estendia apenas aos laços de sangue. Quando vamos à grande civilização agrícola hidráulica, a escrita nos permitiu expandir o sistema nervoso central e aniquilar o tempo e o espaço, unindo mais pessoas. A diferenciação das tarefas e o aumento do sentido do eu não apenas levou à consciência teológica, mas fez também com que a empatia se estendesse a uma nova ficção, que é, ao invés de se associar apenas aos laços de sangue, a associação por laços religiosos. Então um judeu dessa nova ficção começa a ver todos os judeus como família e a empatizar com os judeus, um cristão vê todos os cristãos como família e empatiza com os cristãos, os muçulmanos a mesma coisa.

Quando chegamos ao século 19, na revolução industrial, nós estendemos agora os mercados a áreas maiores e criamos uma ficção chamada Estado. Então, de repente, os britânicos começam a ver os outros na Grã-Bretanha como uma família estendida; os alemães começam a ver os alemães como família estendida, os americanos vêem os americanos. Não havia tal coisa como a Alemanha, não tal coisa como a França, essas são ficções, mas elas nos permitem estender nossas famílias para que tenhamos lealdade e identidades baseadas nessas novas revoluções complexas de energia da comunicação que aniquilam tempo e espaço.

Mas se nós fomos da empatia dos laços de sangue, para a empatia por associação religiosa, para a empatia baseada na identificação nacional, é realmente um passo tão grande imaginar que as novas tecnologias podem nos permitir conectar nossa empatia à raça humana como um todo numa biosfera única? E por que motivo pararíamos aqui na identidade de Estado nação? E ter somente empatia ideológica ou empatia baseada em teologia ou empatia baseada em laços de sangue tribais?

Nós temos a tecnologia que nos permite expandir nosso sistema nervosa central e pensar visceralmente como família, não apenas intelectualmente.

Agora, quando aquele terremoto afetou o Haiti, e depois o Chile, mas especialmente o Haiti, dentro de uma hora os twitters apareceram, dentro de duas horas haviam vídeos de telefones celulares , You Tube,e dentro de 3 horas a raça humana toda estava numa mobilização empática para ajudar o Haiti. Se nós fossemos, como sugeriram os filósofos do iluminismo, materialistas, auto-interessados, utilitários, buscadores de prazer, isso não poderia responder pela resposta ao Haiti.

Aparentemente, por volta de 175000 anos atrás, em um vale na África, havia 10000 humanos anatomicamente modernos caminhando pela grama, nossos ancestrais. Os geneticistas localizaram uma mulher base como a base de dados dos genes. Aparentemente os genes dela passaram para todos aqui nesta sala hoje, as outras senhoras não conseguiram. Fica ainda mais estranho: eles localizaram um único homem, essa é linhagem de base de dados da genética, e eles o chamaram de Adão do cromossomo Y, aparentemente um cara potente, seus genes passaram a todos aqui. Então aqui está a novidade: 6.8 bilhões de pessoas, em vários estados de consciência, teologia, ideologia, psicologia e dramaturgia, todos brigando uns com os outros com idéias diferentes a respeito do mundo, e, adivinhe? Nós todos viemos das mesmas duas pessoas, a Bíblia acertou dessa vez, nós poderíamos termos vindo de muitos, mas o ponto é que temos que começar a pensar como uma família estendida! Nós temos que ampliar nosso senso de identidade. Nós não perdemos nossa velha identidade nem mesmo nossos laços de sangue, mas nós expandimos nossas identidades para que possamos pensar na raça humana como nossos companheiros de viagem e nas outras criaturas como nossa evolutiva e a biosfera como nossa comunidade.

Nós precisamos repensar a narrativa humana. Se somos mesmo homo-empathicus então temos que trazer a tona a nossa natureza interior. Porque se ela não aparecer e for reprimida por nossos pais, nosso sistema educacional, nossas práticas de negócios e nosso governo, os instintos secundários: o narcisismo, o materialismo, a violência, a agressividade, afloram.

Se nós pudermos ter um debate global, que comece por aqui, na Sociedade Real Britânica para as Artes, o que aparentemente está ocorrendo. Para repensar a natureza humana, para trazer a tona nossa sociabilidade empática, para que possamos repensar as instituições e a sociedade e preparar os alicerces para uma civilização empática.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

=)